NOTÍCIAS: Seleção de Ancelotti vence, mas não convence - Por Lino Tavares
Seleção de Ancelotti vence, mas não convence
00h - 06/06/2026 - Lino Tavares
A televisão brasileira ainda engatinhava no Rio Grande do Sul, em 1960, com a recém -inaugurada TV Piratini, em Porto Alegre, quando no ano seguinte o Grêmio se preparava para tentar chegar ao Hexacampeonato gaúcho e igualar-se ao rival colorado, que já tinha logrado essa conquista.
Mas o Inter não permitiu, tornando-se campeão em 1961 e interrompendo assim a série vitoriosa do tricolor. Na época, o humorista Pinguinhho. que fazia contraponto, como torcedor colorado, com o colega de rádio gremista, Walter Broda, repetia a expressão "Hexa não", querendo dizer "Essa não", ou seja, que o Grêmio não se igualaria ao Internacional.
Perdoem meu pessimismo, mas me permito repetir aqui o humorista Pinguinho neste comentário e dizer "Hexa não" em relação à possibilidade de a seleção brasileira conquistar o Hexacampeonato, neste ano, em gramados da América do Norte.
Assisti aos dois últimos amistosos da seleção diante do Panamá e do Egito e não vi nada que despertasse na gente pelo menos uma pontinha de esperança em alcançar o sexto título brasileiro em Copas do Mundo.
Em ambos os confrontos o time de Ancelotti deixou muito a desejar, principalmente no segundo tempo dos dois jogos, quanto praticou um futebol sofrível quase deixando escapar essas vitórias, que outrora só se aceitava se fossem alcançadas com goleadas.
Gente, eu estou falando de confrontos contra seleções modestas do futebol mundial. Equipes que, se disputassem o Brasileirão, talvez não conseguissem nem conquistar vaga para disputar a Copa Sul-Americana.
O técnico Carlo Ancelotti, até hoje, não disse a que veio, pois sob seu comando ainda não se viu um jogo de encher os olhos; nada que permita observar sequer uma ligeira melhora no rendimento da seleção em relação àqueles times toscos inventados pelo antecessor Dorival Júnior.
Se me perguntarem sobre a chance que temos de ganhar a Copa, responderei sem pestanejar: pelo que se viu até aqui, nossa possibilidade é mínima.
Mas milagres acontecem. Talvez nesta edição do certame mundial a camisa e a tradição sejam o fator determinante da conquista e, se isso acontecer, quem sabe possamos, aí sim, trazer o Caneco para o Brasil neste Mundial de 2026. Contudo, é melhor nem sonhar com isso, para evitar frustração futura.
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