NOTÍCIAS: Os grandes clubes dos pequenos resultados e os pequenos clubes dos grandes resultados - Lino Tavares
Os grandes clubes dos pequenos resultados e os pequenos clubes dos grandes resultados
Lino Tavares - 00h - 13/02/2026
A priori, podemos imaginar que não existe explicação para o fato de clubes de menor expressão, como o Mirassol e o Bragantino, aparecerem, há bastante tempo, à frente de gigantes como Grêmio, Internacional e outros, na tabela de classificação do Brasileirão.
Afinal estamos falando de agremiações representativas de cidades relativamente pequenas, cujas folhas de pagamento de seus plantéis poderiam ser pagas por inteiro com o salário de um dos craques famosos dos grandes coirmãos que ultimamente têm se posicionado abaixo deles na classificação geral do campeonato brasileiro.
Já estamos indo para a quarta rodada do Brasileirão de 2026 e se veem equipes de menor porte, como Bragantino, Chapecoense e Mirassol, figurando na tabela de classificação em posições bem mais privilegiadas do que as ocupadas por entidades esportivas tradicionais como Botafogo, Corinthians, Grêmio e Atlético Mineiro.
Aliás, o fato torna-se ainda bem mais inusitado se for observado que recém se cumpriam três rodadas do certame da série A e já a zona de rebaixamento está congestionada com a presença de clubes de ponta do futebol brasileiro, representados por Vasco, Santos, Internacional e Cruzeiro.
Mas eu falei no primeiro parágrafo deste comentário que a priori (ou seja a princípio) se pode imaginar que não existe explicação para o fenômeno de os pequenos se sobreporem aos grandes com muito menos recursos.
E coloquei a ideia nesses termos, porque na realidade existe sim uma explicação para isso. Acontece que um time de futebol é constituído de seres humanos e como tal requerem atenção no plano técnico, físico e espiritual, este último aqui entendo como fator psicológico.
Talvez isso explique as más jornadas de Grêmio e Internacional, como as que se viram nos seus jogos contra São Paulo e Palmeiras, nos quais foram amplamente dominados pelas equipes paulistas, não obstante possuírem plantéis e treinadores pagos a peso de ouro e tão qualificados quanto os dos times que os abateram com facilidade.
Mesmo tendo feito ultimamente grandes contratações, a dupla Gre-Nal não conseguiu ainda mostrar as suas torcidas as sonhadas equipes competitivas e vencedoras, já que estão vendo neste início de campeonato a reprise dos filmes de terror assistidos no ano passado.
Aí você pergunta: será que a maré baixa vivida por gremistas e colorados se deve a seus técnicos e jogadores ? E eu respondo que não, pois se trata de profissionais de primeira magnitude e muito bem pagos por aquilo que fazem.
E completo dizendo: o que falta aos gigantes do Pampa é uma boa e providencial preparação psicológica capaz de fazer seus atletas entenderem que são interdependentes dentro das quatro linhas e precisam abrir mão, em boa parte, da técnica individual em favor do espírito coletivo, algo tão importante que faz os pequenos, como o Mirassol, parecerem grandes e os grandes, como o Internacional, parecem pequenos, continuando a marcar presença no temível e humilhante Z4.
Isso equivale a dizer que o que falta aos grandes clubes das más colocações no campeonato brasileiro é a contratação de ótimos profissionais de psicologia e não de treinadores e jogadores caríssimos nos quais têm investido de maneira inócua, como se tem constatado ultimamente.
Fale com nosso comentarista esportivo, colunista, repórter e entrevistador Lino Tavares: jornalino@gmail.com, celular/whatsApp (55)991763232

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